arquitectura utópica
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Exemplos de arquitetura utópica

Hoje faremos uma revisão das utopias de alguns dos nossos arquitetos favoritos.

¿A cidade utópica é mais do que uma utopia?

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Platão foi o primeiro em pensar numa cidade utópica, mas não se preocupou em definir em detalhe como deveriam ser as ruas ou os edifícios de Magnésia. Pelo contrário, o importante para ele era a relação entre o ser humano e o espaço urbano. Embora possa parecer que o seu projeto é mais um exercício de filosofia do que de arquitetura e, desde então, muitos arquitetos tentaram criar a sua cidade ideal. Eles falam sobre como devem ser os edifícios e o traçado das ruas, mas a sua intenção final é a mesma do filósofo grego: gerar um habitat em que o núcleo urbano ajude a criar uma sociedade melhor.

Hoje faremos uma revisão das utopias de alguns dos nossos arquitetos favoritos. Através dos conceitos de urbanismo social dos mesmos, veremos cidades construídas, cidades a meio da construção e cidades que nunca chegaram a ser construídas. Mas, acima de tudo, refletiremos sobre como se comportam esses grandes projetos urbanísticos; se cumpriram as suas expectativas ou se ficaram abandonados. Uma pequena seleção que nos levará a descobrir se uma cidade projetada do zero pode funcionar melhor do que uma cidade cujo crescimento foi orgânico e cujo urbanismo se adaptou ao longo dos séculos. A cidade utópica é mais do que uma utopia?

Vamos vê-lo!

Broadacre City

A arquitetura de Frank Lloyd Wright estabelece uma dicotomia entre dispersão e densidade. Projetava um arranha-céus de uma milha de altura e, ao mesmo tempo, lançava as bases de um modelo revolucionário de cidade extensa, bem no extremo das grandes e densas metrópoles americanas. Desde a sua apresentação em 1932, nas páginas do livro The Disappearing City, Wright não deixou de pensar neste projeto contra a corrente da altura até 1959, ano em que morreu sem ver concretizado o seu ideal de cidade: um acre e uma habitação unifamiliar numa malha apenas interrompida pelos edifícios destinados aos serviços públicos. Em suma, uma utopia que se perdeu entre as páginas dos livros e artigos do genial arquiteto, uma verdadeira crítica ao urbanismo desmedido imperante que procurava recuperar a importância dos valores humanos e a qualidade de vida num ambiente rural.

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Chandigarh

De forma contemporânea a Broadacre, Le Corbusier punha por escrito os fundamentos da sua cidade ideal em 1933 na Carta de Atenas. O seu projeto de Ville Radieuse, com os seus enormes arranha-céus para escritórios e as suas intermináveis avenidas ajardinadas, é a semente do urbanismo moderno. Algo que o génio franco-suíço tinha planeado para o centro de Paris, mas que só conseguiu concretizar numa Índia recém-independente. Ali propuseram-se dar vida a Chandigarh, uma capital regional criada para servir de modelo e de vitrine do novo país. Graças à sua divisão por setores, os cidadãos de Chandigarh podem aceder a todos os serviços necessários para a sua vida quotidiana em apenas 10 minutos a pé. Um prodígio do planeamento urbano que hoje constitui a maior concentração de obras de Le Corbusier em todo o mundo, mas cuja arquitetura fez dele muito mais: um símbolo; uma cidade privilegiada com uma taxa de alfabetização próxima dos 97% e inúmeras instituições académicas de renome.

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Masdar

Em 2008, a Foster & Partners assumiu o desafio de criar em Abu Dhabi uma cidade 100% sustentável e com um impacto ambiental zero. Esta futura Silicon Valley do deserto promete zero emissões de CO2 e zero resíduos, um marco mundial que beneficiaria 50.000 pessoas. Para alcançar este objetivo, Foster afastou-se do modelo de arquitetura predominante no país. Em oposição aos arranha-céus de vidro e a sua climatização dispendiosa, o Pritzker 1999 retomou as práticas tradicionais da arquitetura local. Aspetos como a orientação, a criação de sombras e de correntes de ar, ou a instalação de pátios com vegetação marcam a personalidade de Masdar. Além disto, a proibição de automóveis, a produção de energia elétrica a partir de energia solar ou a climatização por geotermia são mais algumas das chaves que permitem compreender as possibilidades desta cidade revolucionária que continua em construção.

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Brasília

Em 1956 começaram as obras para construir uma nova capital do Brasil, longe do Atlântico e das antigas cidades coloniais do Rio de Janeiro e de Salvador da Bahia. O local escolhido foi um planalto situado no estado de Goiás, junto ao qual foi construído um grande lago artificial para abastecer a capital e suavizar a paisagem árida da região.

Embora Brasília seja conhecida mundialmente pelos monumentais edifícios criados por Oscar Niemeyer, o urbanismo ficou a cargo de Lúcio Costa, fervoroso defensor dos preceitos estabelecidos na Carta de Atenas. Juntos, decidiram aplicá-los para criar uma grande cidade com espaços abertos, parques e avenidas que ajudasse a estruturar o país a partir de uma urbe limpa, funcional e bela.

Ninguém duvida que o projeto foi um grande sucesso, no entanto, algumas expectativas nunca foram concretizadas. Por exemplo, a intenção de criar uma malha urbana que não distinguisse as classes sociais ou a criação de infraestruturas que resolvessem os problemas próprios das grandes capitais. Hoje, Brasília, que foi projetada para 500 mil habitantes, abriga 600 mil e mais de 1,4 milhão que vivem nos bairros periféricos. Uma situação que gera os inconvenientes das cidades tradicionais revelando a necessidade de planificar cidades utópicas tendo em conta o seu potencial de crescimento no futuro.

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Photos: Metropolis, Foster and Partners, Pinteres. Portada: Luca Bravo
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