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Feel The Inspiration

A beleza está no interior

Estamos acostumados a ver os edifícios de nossos arquitetos favoritos por fora. Admiramos seus volumes, seu impacto no entorno, e nos esquecemos de que, como disse Le Corbusier, são máquinas de morar. Ou seja, foram projetados para serem habitados, para serem vividos dia após dia.

2026-01-22 00:00:00

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Como apaixonados por design de interiores, acreditamos que o design exterior deve ter o seu equivalente no interior, com o mesmo cuidado, o mesmo planeamento e a mesma qualidade nos materiais. Pelo menos essa é a premissa que aplicamos em cada um dos nossos projetos. Mas e os grandes arquitetos? As suas obras são mais conhecidas por fora do que por dentro, e achamos que isso não é justo. Hoje, vamos entrar nas quatro paredes que escondem algumas das fachadas mais famosas da arquitetura contemporânea.

Frank Lloyd Right

Ninguém duvida de que Right é um dos pais da arquitetura moderna. Tanto Le Corbusier como Mies van der Rohe foram seguidores e concorrentes do génio de Wisconsin. Ainda hoje, as formas do Guggenheim de Nova Iorque são uma demonstração de modernidade, assim como a sobreposição de beirais da Casa da Cascata.

No entanto, muitas vezes esquecemo-nos de espreitar pela janela, colocar as mãos nas laterais do rosto e espreitar o interior da sua arquitetura. O que vemos no interior, como não poderia deixar de ser, coincide com o mesmo caráter perfeccionista que inspirou o design exterior. Certo, metódico e individualista, chegando ao ponto de projetar cada aspecto da casa, desde os móveis até os candeeiros, passando pelos puxadores das portas.

O resultado de um trabalho tão meticuloso resume-se num estilo absolutamente reconhecível, seja com influências orientais e art déco nos seus primórdios, seja com influências mais organicistas nas suas últimas obras: delicados trabalhos de artesanato e de marcenaria, madeira por toda a parte, pedra, vitrais, tijolo... Para onde quer que olhemos, a personalidade inconfundível de Wright impregna cada canto das suas divisões.

Mies Van der Rohe

A relação de Wright foi de reconhecimento mútuo e de boa sintonía, apesar das suas diferenças estéticas e do diferente uso dos materiais. O difícil Wright acolheu a Mies como um igual e expo-lo à vanguarda da arquitectura, uma afirmação que podemos tornar extensiva aos seus interiores. De qualquer forma, não nos enganemos, porque ele também tinha aquela mania de controlar e de projetar tudo, uma obsessão que nos deixou algumas das peças de mobiliário mais icónicas do século XX.

No entanto, ao contrário dos interiores de Wright, cujo organicismo os torna quase cavernas acolhedoras, o racionalismo de Mies deixa-os expostos. Tanto que ao seu «menos é mais» podemos acrescentar «dentro é fora»: se olharmos para a fachada da Casa Farnsworth, estamos a olhar para o seu interior. E se estivermos dentro do pavilhão da Exposição Universal de Barcelona, não saberemos ao certo se realmente estamos lá. As fronteiras confundem-se e os seus interiores limpos e diáfanos fundem-se com a natureza do exterior sem quase nenhuma transição. Um jogo de adivinhação em que a linha reta é a única pista confiável.

Charles y Ray Eames

Quem nunca sonhou em ter uma autêntica Lounge Chair dos Eames? De preferência uma original, da época, com o couro um pouco envelhecido. Ou sentar-se nas suas famosas cadeiras, mas numa das verdadeiras, não nas milhares de cópias que inundam as nossas pesquisas na Internet. Afinal, o casal Eames criou muitas das peças cuja presença parece obrigatória nas páginas das revistas de decoração. E isso não nos surpreende; elas são funcionais, confortáveis e de grande qualidade.

Mas podemos ir ainda mais longe, porque os Eames são muito mais do que os móveis que desenharam: os interiores, como o da sua própria casa, assim como os restantes projetos das Case Study Houses, marcaram a forma de distribuir e de iluminar os espaços desde meados do século XX até aos dias de hoje.

Alvar Aalto

Ter um interior nórdico parece algo quase aspiracional hoje em dia. Na verdade, quando se trata de design, o rótulo nórdico é garantia de qualidade, utilidade e atemporalidade. E acontece que o finlandês Alvar Aalto tem grande parte do mérito. Não em vão, ele é o único arquiteto da segunda geração do Movimento Moderno reconhecido como «mestre», o que o coloca ao nível de Mies ou Le Corbusier. Sem falar de outro detalhe, algo que fecha o círculo do nosso post de hoje: acontece que Aalto foi definido por Frank Lloyd Wright como «um génio» depois de visitar o pavilhão finlandês na Exposição Universal de Nova Iorque em 1939.

Uma admiração sincera por um Wright mais organicista, cujas ideias influenciaram o escandinavo a tal ponto que o mesmo abraçou esse movimento, mas sem perder de vista o racionalismo que sempre marcou a funcionalidade das suas criações. Atualmente, os seus interiores e mobiliário continuam totalmente atuais. Luminosos, acolhedores, cálidos, simples e modernos, como se tivessem acabado de sair de um inverno em Helsínquia... ou do melhor catálogo de mobiliário. De mobiliário nórdico, claro..

 

Photos: Flickr, Eames Foundation, Pinterest

 

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